Como cuidadora, acredito que os momentos mais simples são, muitas vezes, os mais ricos em significado. Hoje , guiada por essa convicção e pelo desejo de unir gerações, propus me uma atividade singular: ir apanhar pedras.
Mas não seriam pedras quaisquer. Eram as pedras que, no futuro, se tornariam telas para expressar a nossa criatividade e o nosso amor.
Fomos um grupo misto. Crianças, com a sua energia contagiante e curiosidade insaciável, e seniores, com a sua sabedoria acumulada e olhos que já viram tanto. Foi uma alegria vê-los interagir, unidos pelo objetivo comum de encontrar as pedras "perfeitas". As crianças, com os seus passos rápidos, corriam de um lado para o outro, gritavam de alegria a cada descoberta. Os seniores, com a sua serenidade, caminhavam com calma , observavam cada pedra com atenção, descobrindo beleza onde outros viam apenas calhaus.
Apanhar pedras não foi apenas uma atividade física. Foi um momento de conexão, de partilha e de troca de experiências. As crianças aprenderam a valorizar a paciência e a observação, enquanto os seniores se sentiram rejuvenescidos pela energia e entusiasmo dos mais novos. Foi, acima de tudo, uma atividade feita com amor.
Amor pelas pessoas que cuidamos, amor pela natureza que nos rodeia e amor pela beleza que pode ser encontrada nas coisas mais simples.
Agora, as pedras estão prontas. Em breve, cada uma delas ganhará vida através da nossa pintura. Serão cores vibrantes, desenhos cheios de imaginação e mensagens de amor e esperança. E quando olharmos para elas, não veremos apenas pedras pintadas.
Veremos memórias preciosas, momentos de partilha e a prova de que o amor é a força que nos une.
Esta atividade foi um lembrete poderoso de que, como cuidadora, o meu papel vai muito além de prestar cuidados físicos.
É também sobre criar oportunidades para que as pessoas que cuido se sintam amadas, valorizadas e conectadas com o mundo que as rodeia. E isso, para mim, é o verdadeiro significado de cuidar com amor.
